Os acadêmicos da turma D15/Modulado I do curso de Direito do Centro Universitário UNI-CET participaram, nesta sexta-feira (22), de uma atividade prática na disciplina de Direito Administrativo III. Sob a coordenação da professora Joelma Meireles, a graduação promoveu uma audiência simulada inspirada no fatídico episódio das Torres Gêmeas.
A iniciativa teve como objetivo estreitar a distância entre os ensinamentos teóricos e a realidade dos tribunais. O exercício focou em temas centrais do ordenamento jurídico, tais como a responsabilidade civil do Estado, o alcance do dever de proteção do poder público e o impacto de atos ilícitos praticados por terceiros em cenários de exceção.
Durante a atividade, os estudantes vivenciaram as diferentes funções que compõem o rito processual. Divididos entre magistratura, advocacia de defesa e acusação, membros do Ministério Público e testemunhas, os participantes exercitaram habilidades indispensáveis para o mercado de trabalho, incluindo: Argumentação lógica e persuasiva; Oratória e postura profissional; Fundamentação legal baseada na legislação vigente; Pensamento crítico sob pressão.
"A proposta foi fazer com que os alunos analisassem um caso complexo, envolvendo dor social, atuação estatal, segurança pública e responsabilidade civil. O objetivo não era apenas apontar culpados, mas compreender os limites jurídicos da responsabilidade do Estado", destacou a professora Joelma Meireles.
O pano de fundo para os debates foi o panorama dos atentados terroristas de 11 de setembro, retratados na obra cinematográfica “World Trade Center: As Torres Gêmeas”. A partir dessa premissa, a turma foi instigada a deliberar se o Poder Público deveria responder financeiramente e legalmente por uma suposta vulnerabilidade na segurança nacional, ou se o episódio configurou um evento imprevisível e inevitável.
Além do embate de teses, a simulação prezou pelo rigor ético e formal. Os futuros juristas foram orientados a empregar a linguagem técnica adequada, respeitar os tempos de fala estabelecidos no rito e manter o urbanismo necessário que a solenidade exige.
De acordo com a docente, a experiência cumpre o papel essencial de consolidar a transição acadêmico-profissional: "O profissional do Direito precisa saber interpretar fatos, construir argumentos, ouvir a parte contrária e fundamentar suas posições. A simulação permite que o aluno vivencie esse ambiente ainda durante sua formação acadêmica", pontuou.
Ao investir em aprendizagem participativa, a instituição valida seu compromisso com um ensino jurídico de ponta, direcionado a moldar profissionais reflexivos, humanos e aptos a responder aos complexos desafios da sociedade na atualidade.
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